
A Rússia afirmou que “a ameaça da Ucrânia deve ser eliminada de uma vez por todas”.
Mais do que uma declaração sobre o conflito atual, ela revela um mecanismo recorrente da geopolítica: guerras se tornam muito mais difíceis de encerrar quando um dos lados passa a enxergar a segurança como algo incompatível com a existência da capacidade militar do adversário.
Nessa lógica, não basta conquistar território ou negociar um cessar-fogo. O objetivo passa a ser impedir que o outro volte a representar uma ameaça no futuro. Isso tende a ampliar as exigências para um acordo e dificulta soluções rápidas.
Esse padrão já apareceu em diversos conflitos ao longo da história: quanto mais a guerra é tratada como uma questão de segurança existencial, menor costuma ser o espaço para concessões.
Na sua visão, uma paz duradoura depende apenas de um cessar-fogo ou também de reduzir a percepção de ameaça entre os dois lados?
