
O governo brasileiro condenou, nesta segunda-feira (27/7), a nova onda de at4ques promovidos por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada e cobrou que Israel adote medidas para proteger a população palestina.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que os episódios de vi0lência agravaram a situação no território e defendeu a responsabilização dos envolvidos.
“O governo brasileiro condena, nos mais fortes termos, a mais recente onda de at4ques de colonos israelenses na Cisjordânia — em muitos casos acompanhados por forças israelenses de segurança — contra a vida, integridade física e propriedade de civis palestinos”, afirmou o Itamaraty.
A nota foi divulgada após uma sequência de episódios v1olentos na Cisjordânia. Na última sexta-feira (24/7), colonos israelenses arm4dos e soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI) participaram de uma ação na aldeia palestina de Tal, próxima à cidade de Nablus, que terminou com quatro palestinos e dois israelenses m0rtos, entre eles um militar.
O ministério citou ainda o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça (CIJ), de 19 de julho de 2024, que considerou ilegal a presença contínua de Israel no território palestino ocupado e reconheceu a obrigação do país de interromper a expansão dos assentamentos e retirar os colonos da região.
Além disso, o Itamaraty criticou o anúncio do governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de ampliar as operações militares na Cisjordânia e acelerar a aprovação de novos assentamentos. Segundo a pasta, essas medidas, “além de contrárias ao direito internacional, só contribuirão para escalar as tensões na região”.
Após o confronto em Tal, Israel fechou os acessos a Nablus, realizou operações no principal hospital da cidade e anunciou uma ofensiva militar de grande escala no norte da Cisjordânia.
O Exército israelense afirmou que civis israelenses foram at4cados durante uma trilha na região e que um palestino tomou a arm4 de um agente de segurança antes de abrir fogo. Autoridades palestinas, por outro lado, atribuem a escalada da v1olência aos colonos israelenses.

Metrópoles