
A CHINA VENCEU PELO CONHECIMENTO CIENTÍFICO,
NÃO PORQUE REZA MAIS OU TEM MAIS IGREJAS
Há 50 anos, 90% dos chineses viviam em uma pobreza quase medieval. Não é uma figura de estilo, é o Banco Mundial que diz isso.
A China de 1978 era um país onde a maioria da população vivia com menos de 2 dólares por dia. Hoje, esse número caiu para menos de 1%. Essa inversão não foi obtida por milagre, nem por noites de orações coletivas, nem pela multiplicação de templos.
Eles venceram a miséria com método, disciplina e, acima de tudo, conhecimento científico de seus próprios desafios.
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1. O primeiro segredo
Educação primeiro, ideologia depois.
Quando Deng Xiaoping assume o comando em 1978, ele diz uma frase simples:
“Não importa se o gato é branco ou preto, o essencial é que ele pegue os ratos”.
Essa frase é um tapa na cara daqueles que sacralizavam a ideologia acima da eficiência.
Os chineses entenderam que um povo não sai da pobreza com discursos, mas com competências técnicas.
Em 1980, na pequena aldeia de Xiaogang, 18 camponeses assinam secretamente um contrato para gerenciar suas terras como empreendedores privados.
Na época, era quase um crime contra o Estado. Mas em um ano, sua produção de grãos supera a produção das dez anos anteriores somados.
Deng Xiaoping pega essa experiência clandestina e transforma em uma reforma nacional.
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2. Segundo segredo
As zonas econômicas especiais e a ciência dos testes.
A China não transformou todo o seu país de uma vez. Ela testou primeiro suas ideias em laboratórios territoriais chamados Zonas Econômicas Especiais (ZEE).
Shenzhen, em 1980, era apenas uma aldeia de pescadores com menos de 30 mil habitantes. Hoje, é uma cidade de mais de 18 milhões de habitantes, e a sede da Huawei, BYD e Tencent.
O crescimento de Shenzhen não é um milagre. É um protótipo, um teste científico: “Se funcionar aqui, expandimos. Se falhar, corrigimos”. É exatamente o que faz um engenheiro em laboratório.
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3. Terceiro segredo
Industrialização antes do consumo.
A América muitas vezes quer começar pelo consumo. Telefones, motos, roupas…
A China fez o oposto. Ela exportou antes de consumir.
Nos anos 1980, possuir uma bicicleta ou uma televisão era um luxo na China. Mas as fábricas já produziam para o mundo inteiro. Roupas, brinquedos, aparelhos simples.
O dinheiro vinha de fora, o valor agregado ficava dentro.
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4. Quarto segredo
As infraestruturas como coluna vertebral.
Não se combate a pobreza com longas orações e grandes igrejas, mas com estradas, portos, trilhos e eletricidade acessível.
Entre 1990 e 2020, a China construiu mais de 140 mil km de rodovias (duas vezes a rede dos Estados Unidos) e mais de 40 mil km de linhas de trem de alta velocidade (trens Maglev, abreviação para levitação magnética), ou seja, 70% da rede mundial.
Quando um camponês pode levar seu produto ao mercado em 30 minutos em vez de 5 horas, não é um milagre, é engenharia econômica.
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5. Quinto segredo
A disciplina coletiva.
Quando um governo chinês diz que uma obra deve terminar em 10 dias, ela termina em 10 dias. Não porque eles sejam mais inteligentes, mas porque têm uma cultura do dever coletivo que perdemos em nossos países.
Exemplo: o hospital construído em 10 dias em Wuhan (2020) durante a COVID.
Mais de 7 mil operários mobilizados dia e noite, sem pausas, com rotação perfeita.
Resultado, um hospital operacional enquanto em nossos países, um simples prédio administrativo ou anfiteatro universitário leva quatro anos. E às vezes nunca termina.
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Enfim, a pobreza não é uma maldição.
Os chineses venceram a miséria sem oração, mas não sem moral.
Sua moral é o trabalho, a disciplina, a organização coletiva, a Ciência, a ousadia de tentar e a coragem de corrigir.
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Texto de @vanmutoka1.
