As festas juninas seguem consolidando sua importância para o turismo nacional e para a economia de diversas regiões do país. Segundo estimativa do Ministério do Turismo (MTur), apenas cinco dos principais destinos juninos brasileiros devem movimentar cerca de R$ 2,4 bilhões neste ano, impulsionando setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações do MTur

Além de preservar tradições culturais centenárias, os festejos atraem milhões de visitantes e geram oportunidades de emprego e renda em centenas de municípios brasileiros.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os eventos representam um exemplo de como a cultura pode se transformar em desenvolvimento econômico.

“São eventos que fortalecem a nossa identidade, movimentam as economias locais e levam desenvolvimento para centenas de municípios em todas as regiões. Além de preservar tradições que atravessam gerações, os festejos geram emprego, renda e consolidam o turismo como um forte instrumento de desenvolvimento regional”, avaliou.

Nordeste concentra os maiores eventos

O Nordeste continua sendo o principal polo das celebrações juninas e reúne alguns dos maiores eventos turísticos do calendário nacional.

Em Campina Grande (PB), o tradicional “Maior São João do Mundo” espera receber 3,5 milhões de visitantes e gerar uma movimentação econômica estimada em R$ 800 milhões. O evento conta ainda com apoio do Ministério do Turismo para reforço da infraestrutura.

Já em Caruaru (PE), outro dos principais destinos juninos do país, a expectativa é atrair 4 milhões de pessoas, movimentar R$ 800 milhões e gerar cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos.

Também em Pernambuco, Petrolina projeta uma movimentação de R$ 325 milhões durante os festejos, além de um aumento significativo no fluxo de passageiros pelo aeroporto local.

Outros destaques nordestinos incluem Maracanaú (CE), Mossoró (RN), Aracaju (SE), Maceió (AL), São Luís (MA) e Amargosa (BA), que somam milhões de visitantes e ajudam a fortalecer o turismo regional durante todo o mês de junho.

Tradição movimenta outras regiões do país

O impacto econômico das festas juninas vai além do Nordeste. Na Região Norte, o Festival de Parintins, no Amazonas, deve receber cerca de 120 mil turistas e gerar uma movimentação estimada em R$ 220 milhões. No Pará, o tradicional Arrastão do Pavulagem reúne milhares de pessoas nas ruas de Belém durante o período festivo.

No Centro-Oeste, eventos como o Banho de São João, em Corumbá (MS), e o Arraiá do Bem, em Goiânia (GO), ajudam a fortalecer o turismo cultural e regional.

Já no Sudeste, a Festa Junina Beneficente de Votorantim, em São Paulo, espera atrair cerca de 500 mil visitantes, gerar 2,5 mil empregos e movimentar R$ 20 milhões. Em Minas Gerais, a Fenamilho combina tradição popular, shows e a força do agronegócio.

No Sul, a centenária Festa de São João de Itaperiú, em Santa Catarina, chega à sua 111ª edição, enquanto a Festa Nacional do Pinhão, em Lages, contribui para aquecer o turismo de inverno na Serra Catarinense.

Festas juninas ganham projeção internacional

O potencial turístico dos festejos brasileiros também tem chamado atenção fora do país. Neste ano, uma ação promovida pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Embratur e a Embaixada do Brasil, levou a cultura junina para Buenos Aires, na Argentina.

O tradicional Obelisco da capital argentina foi transformado em um grande arraial, com apresentações de forró, dança e gastronomia típica brasileira. A iniciativa buscou incentivar viagens de turistas sul-americanos para os destinos juninos brasileiros.

A escolha do mercado argentino tem importância estratégica para o turismo nacional. Em 2025, os argentinos representaram mais de 3,3 milhões dos 9,2 milhões de visitantes estrangeiros recebidos pelo Brasil.

Projeto destaca destinos juninos

Para ampliar a divulgação dos festejos, o Ministério do Turismo lançou o projeto “Destino: Festas Juninas”. A iniciativa reúne uma websérie e uma série de programas de rádio que apresentam histórias, tradições e personagens de cinco importantes destinos do Nordeste: Campina Grande, Caruaru, Mossoró, Maracanaú e Petrolina.

O objetivo é mostrar como as festas juninas contribuem para preservar a cultura popular, fortalecer o turismo e gerar desenvolvimento econômico nas regiões onde são realizadas.

Acesse aqui o primeiro episódio da série, no YoutubeFacebook e Instagram do Ministério do Turismo.

Fonte: Assessoria de Comunicação do MTur

Clara Silva

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