
Ataque aéreo israelense atingindo a vila libanesa de Kfar Roummane, no sul do Líbano, em 13 de junho de 2026. Foto: AFP
14 de junio de 2026 12:09
Madri – O governo libanês apresentou uma queixa às Nações Unidas (ONU) sobre o uso de herbicidas potentes, especificamente o glifosato, como arma química para contaminar o solo e impedir o crescimento de plantações durante a ofensiva israelense no Líbano; um conflito cujos bombardeios custaram a vida de vários membros do exército libanês, como Beirute também lembrou à ONU em uma queixa separada.
“Israel pulverizou glifosato em 1º de fevereiro de 2026 em várias cidades fronteiriças libanesas”, afirmou o governo libanês em uma carta endereçada ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e ao Conselho de Segurança da ONU. Os dados foram coletados pelo Conselho Nacional Libanês de Pesquisa Científica, destaca Beirute, observando que “a Convenção sobre Armas Químicas proíbe o uso de herbicidas como armas de guerra”.
Testes laboratoriais detectaram até 22.750 microgramas de glifosato por grama de solo, excedendo em muito os 2 microgramas por grama típicos para uso agrícola do glifosato, em locais como Aita al-Shaab, Ras al-Naqura e Dhahira.
