
Morreu nesta segunda-feira (, no distrito federal, a jornalista Cristiane Silva Sampaio, aos 40 anos.*
Cearense, formada em Jornalismo pela UFC e especialista em Administração Pública pela FGV-Brasília, Cris construiu uma trajetória marcada pela defesa da democracia, dos direitos da classe trabalhadora e de um jornalismo feito com rigor, coragem e humanidade.
Em Brasília, foi setorista do Congresso Nacional pelo Brasil de Fato durante nove anos e, mais recentemente, integrava a equipe de produção da TV Câmara. Cobriu de perto alguns dos períodos mais duros da política brasileira, como o golpe contra Dilma, os retrocessos do governo Temer, os ataques aos direitos dos trabalhadores e as pautas das mulheres.
Também foi diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal por duas gestões, entre 2019 e 2025, atuando na linha de frente da defesa do jornalismo, da categoria e da democracia.
*Segundo informações divulgadas pelo G1, Cristiane foi encontrada morta no apartamento onde morava, sem sinais de violência. A causa da morte ainda não foi confirmada.
Cris era dessas jornalistas que não soltavam a pauta fácil: conferia fontes, cruzava informações, apurava até o fim e trabalhava incansavelmente para entregar matérias completas, sólidas e comprometidas com o interesse público.
Generosa, parceira e sempre disposta a somar, deixou sua marca em coberturas, redes, encontros e lutas por comunicação popular. Quem conviveu com ela também guarda a lembrança do sorriso aberto e da energia boa com que chegava nos lugares.

Hugo De Sá Peixoto