
“De que adianta fazer quatro anos de faculdade, conseguir um emprego, lutar contra o preconceito e a misoginia, correr atrás da notícia e da informação debaixo de chuva e sol, estar sempre bem informada, não desanimar diante de difículdades do dia a dia e sonhar que é possível cobrir uma Copa do Mundo?”
Imagino ser desta forma a justíssima frustração de várias colegas jornalistas esportivas ao saber que a “ influencer” Virgínia, aquela dos tigrinhos, vai cobrir a Copa no lugar de uma delas como repórter especial.
A canalhice invadiu o jornalismo esportivo não é de hoje, com figuras nefastas que com chiliques correm atrás de likes a qualquer custo, passando ao largo da ética e do bom senso.
Mas essa ai já é demais! E com a conivência dos chefões!
O verdadeiro jornalismo esportivo, cada vez mais com os seus dias contados, ruma acelerado para o abismo.
* recomendo o texto de Thales Machado publicado em o Globo.
* E o vídeo do Juca Kfouri no Posse de Bola do UOL.
