A última vez que a equipe de um presidente dos EUA realizou um descarte público visível de materiais do país anfitrião em uma pista durante uma cúpula importante, isso ocupou as manchetes por uma semana — porque todos entenderam o que isso significava.

Por Thomas Whitake*

– Cada presente descartado em lixeiras ao lado da pista antes da decolagem

– Cada crachá, cada pin, cada souvenir comemorativo — fora

– Cada telefone fornecido pela China para a equipe e a imprensa — jogado fora

– Nada de origem chinesa foi permitido a bordo da aeronave

– Dispositivos pessoais foram colocados em “Faraday cage” para o voo.

– A ação foi uniforme — equipe, imprensa, toda a delegação

– A segurança da Casa Branca e o Serviço Secreto a executaram na pista

– Trump na câmera, quando perguntado sobre espionagem: “Não discutimos isso porque também espionamos eles assim como eles nos espionam”

– A correspondente da Casa Branca do NY Post, Emily Goodin, confirmou a história da posição da imprensa

– O protocolo foi aplicado na última janela controlada antes de reentrar no espaço aéreo dos EUA

– Isso corresponde ao procedimento idêntico de descarte usado por delegações dos EUA na China e na Rússia há anos

– O gatilho: preocupações documentadas de contrainteligência de que eletrônicos fornecidos pela China carregam malware embutido, rastreadores ou dispositivos de escuta

– Isso não foi improvisado. Foi pré-planejado. Executado na pista. Diante das câmeras.

Este é o mesmo manual que as delegações dos EUA seguem em Pequim há uma geração. A única coisa que mudou é que alguém fotografou dessa vez.

Trump chegou com Elon Musk e Jensen Huang. Ele saiu sem nada chinês no avião. Nem um pin. Nem um telefone. Nem um souvenir.

O que quer que tenha sido dito nessas reuniões — a postura de segurança na saída disse tudo sobre como Washington realmente vê Pequim quando as câmeras não estão no aperto de mãos.

Daqui pra frente, com Donald Trump disse em entrevista sobre a viagem à China, tudo o que vier a acontecer vai depender apenas de uma palavra: RECIPROCIDADE.

A China depende como nunca de dinheiro e do comércio estadunidense. E cada dólar que vier a entrar no país dependerá de uma ação concreta por parte do gigante oriental. Isso significa que a China terá que agir de maneira decisiva em relação ao tráfico de drogas, em particular o fentanyl, ao crime internacional e especialmente em relação ao terrorismo de esquerda, em grande parte, localizado no Irã.

*Editado por Maurício Alves.

Postado por

Miguel Baia Bargas

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