Aos 91 anos, ela apareceu diante do tribunal usando apenas uma bata de hospital e com as mãos algemadas. A acusação chocou até o juiz: roubo à mão armada.

Helen é casada há 65 anos com George, de 88. O marido sofre de uma grave insuficiência cardíaca e depende de medicamentos diários para continuar vivo. O casal sobrevive com uma aposentadoria fixa e já não conseguia acompanhar o aumento das despesas. No mês anterior, o plano complementar de saúde deles havia sido cancelado porque não tinham dinheiro para continuar pagando.

Quando Helen foi buscar o remédio do marido na farmácia, recebeu uma notícia devastadora: o medicamento que normalmente custava cerca de 50 dólares agora sairia por 940 dólares. Sem condições de pagar, ela voltou para casa de mãos vazias. Durante três dias, assistiu o homem que amava lutar para respirar.

Desesperada, Helen retornou à farmácia. Aproveitando um momento de distração do farmacêutico, colocou o remédio na bolsa. Ela nem conseguiu sair do local antes de ser detida. A polícia a acusou de roubo à mão armada e, durante a prisão, sua pressão arterial disparou, fazendo com que fosse levada às pressas para o hospital. Na manhã seguinte, ainda usando a roupa hospitalar, ela foi levada ao tribunal.

“Eu já não sabia mais o que fazer… ele é tudo o que me resta”, disse ela, com a voz tremendo.

O juiz olhou para aquela senhora frágil, assustada e algemada, balançou a cabeça e deu uma ordem imediata:

“Tirem as correntes dela. Ela não é uma criminosa… ela é o retrato do fracasso do nosso sistema.”

Logo depois, todas as acusações foram retiradas, e o juiz determinou assistência emergencial para Helen e George.

Enfim, Ciência 

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