Sem acesso à água 😓😰

As autoridades israelenses utilizam o acesso à água como arma contra a população de Gaza, privando os moradores do recurso essencial no âmbito de uma “campanha de punição coletiva”, denuncia um relatório da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) publicado hoje (28).

Entre a destruição de infraestruturas e os obstáculos ao abastecimento, “a privação deliberada de água infligida aos palestinos é parte integrante do genocídio perpetrado por Israel“, afirma a MSF em um comunicado publicado em conjunto com o relatório “A água como arma: a destruição e a privação de água e saneamento por parte de Israel em Gaza”.

O relatório, baseado em dados da organização internacional e em depoimentos coletados entre 2024 e 2025, afirma que a instrumentalização da água pelas autoridades israelenses segue um padrão recorrente, sistemático e acumulativo.

“Soma-se aos assassinatos diretos de civis, à destruição das estruturas de saúde e à demolição de residências, provocando deslocamentos em massa da população. Em conjunto, estes elementos evidenciam a vontade de impor condições de vida destrutivas e desumanas aos palestinos de Gaza”, alerta o MSF.

“As autoridades israelenses sabem que, sem água, a vida é paralisada. E, mesmo assim, têm destruído sistemática e deliberadamente as infraestruturas hídricas em Gaza, ao mesmo tempo que bloqueiam de forma constante a entrada de equipamentos relacionados à água”, afirma Claire San Filippo, diretora de emergências da organização.

O relatório do MSF apresenta um cenário devastador sobre a crise hídrica e sanitária em Gaza. Cerca de 90% das infraestruturas de água e saneamento foram destruídas ou danificadas por ações militares israelenses, segundo dados da ONU, UE e do Banco Mundial. O MSF relata ataques diretos a caminhões-pipa identificados e a poços vitais para a população.

Em março, o MSF fornecia 5,3 milhões de litros diários (atendendo 407.000 pessoas), mas as ordens de deslocamento e o bloqueio de materiais essenciais como bombas, cloro e dessalinizadores impedem a continuidade e expansão do serviço.

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