
Cúmplices
A missão permanente da República Islâmica do Irã junto à ONU formalizou uma demanda de indenização contra cinco países da região: Bahrein, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Jordânia. Teerã responsabiliza diretamente essas nações por sua participação e facilitação na guerra executada pelos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.
O embaixador permanente do Irã, Amir Saeid Iravan, denunciou que esses Estados cometeram atos internacionalmente ilícitos, violando suas obrigações soberanas e os princípios elementares do direito internacional.
Segundo a declaração oficial, essa cumplicidade ativa na agressão regional gera uma responsabilidade internacional inevitável, que obriga os países apontados a reparar integralmente os prejuízos causados por suas ações.
A exigência de Teerã contempla a compensação total por todos os danos materiais e morais decorrentes das hostilidades. O diplomata iraniano enfatizou que o uso de territórios ou capacidades logísticas regionais para apoiar a ofensiva de Washington e Tel Aviv constitui uma violação à segurança coletiva, razão pela qual os países envolvidos devem assumir as consequências financeiras e legais de seu alinhamento com as potências agressoras.
Essa ação legal na ONU marca uma nova fase na estratégia de defesa da República Islâmica, que busca estabelecer um precedente sobre a responsabilidade dos Estados que facilitam ataques externos contra nações vizinhas. A demanda por indenizações soma-se às denúncias anteriores do Irã sobre a perda de soberania desses governos diante da influência do eixo imperialista na Ásia Ocidental.
A agressão, iniciada em 28 de fevereiro e executada pelos EUA e Israel sob a premissa de uma “mudança de governo”, registra 3.375 mortos, entre eles 383 crianças, após 39 dias de ataques.
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