
“LIBERTE-SE DA CORRENTE DE ÓDIO”: COREIA DO SUL FAZ DURAS CRÍTICAS A ISRAEL EM DECLARAÇÃO SEM PRECEDENTES
O presidente sul-coreano Lee Jae-myung fez declarações contundentes. Após compartilhar um vídeo que mostraria soldados israelenses lançando o corpo de um palestino de um telhado na Cisjordânia, ele comparou o episódio ao Holocausto e ao sistema de escravidão das chamadas “mulheres de conforto” coreanas durante a ocupação japonesa, afirmando que “não há diferença”.
Israel reagiu acusando o líder de “banalizar o Holocausto” às vésperas do Dia da Memória do Holocausto e pediu que ele “verificasse os fatos antes de publicar”. Ainda assim, o governo de Seul manteve sua posição.
O Ministério das Relações Exteriores sul-coreano foi direto: declarou que “não pode permanecer em silêncio enquanto tais atos continuam e seus impactos atingem inclusive o próprio povo sul-coreano”. Também destacou a frase que ganhou repercussão global: “Instamos Israel a se libertar o mais rápido possível da cadeia de ódio, na qual a memória da vitimização leva à repetição da violência”.
No sábado, Lee reforçou suas críticas, afirmando que é “lamentável que não haja reflexão sobre as críticas vindas de pessoas ao redor do mundo que sofrem diante de ações contínuas contra os direitos humanos e o direito internacional”. Ele acrescentou: “Quando eu sofro, outros sentem essa dor. E quando alguém sofre por minha causa, o natural é sentir pesar”.
A Coreia do Sul também expressou solidariedade às vítimas do Holocausto, mas deixou claro que isso não implica permanecer em silêncio diante dos acontecimentos atuais.
