O presidente dos EUA, Donald Trump, está enfrentando críticas contundentes dentro e fora do país por sua guerra não provocada contra o Irã. (Arquivo)

Uma tempestade de condenação bipartidária irrompeu após o discurso de Páscoa do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a guerra de agressão em andamento contra o Irã.

Um número crescente de legisladores, especialistas e comentaristas tem pedido a remoção imediata de Trump do cargo, invocando a 25ª Emenda, denunciando-o por iniciar uma guerra não provocada e desnecessária contra a República Islâmica do Irã.

A 25ª Emenda à Constituição dos EUA, ratificada em 1967, estabelece o processo para remover um presidente que não possa exercer suas funções. A Seção 4, que nunca foi invocada, permite que o vice-presidente e a maioria do gabinete declarem o presidente “incapaz de exercer os poderes e deveres de seu cargo.”

A mensagem de Páscoa do presidente dos EUA, publicada ao final de um mês da guerra EUA-Israel contra o Irã, recebeu duras críticas por seu conteúdo e tom.

Políticos americanos, incluindo alguns antigos aliados e opositores ferrenhos de Trump, descreveram a declaração como “psicótica”, “descontrolada” e evidência de um grave declínio mental.

O senador Bernie Sanders (I-Vt.) foi um dos primeiros a soar o alarme, dizendo que as palavras do presidente sobre a guerra contra a República Islâmica eram mais do que apenas preocupantes.

“Um mês após o início da guerra no Irã, esta é a declaração do Presidente dos Estados Unidos no Domingo de Páscoa”, escreveu Sanders. “Estes são os delirios de um indivíduo perigoso e mentalmente desequilibrado. O Congresso precisa agir AGORA. Acabe com esta guerra.”

O deputado Jim McGovern (D-Mass.) ecoou as preocupações de Sanders com uma linguagem ainda mais contundente, questionando diretamente o estado mental do presidente.

“Isso é psicótico”, McGovern afirmou diretamente. “O Presidente dos Estados Unidos precisa de ajuda. Totalmente desequilibrado e extremamente perigoso.”

Os apelos à ação não se limitaram ao Congresso dos EUA. Vários comentaristas e ex-figuras políticas focaram


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