O que começou como um vazamento anônimo nas redes sociais se transformou em uma tempestade política na Argentina. Um suposto documento oficial do Ministério da Segurança, datado de 8 de março de 2026 e conhecido como arquivo MS26 041728-AR AR, descreve um programa interministerial para receber até 300.000 refugiados israelenses. Isso se soma a um projeto de desenvolvimento urbano aprovado na Patagônia, chamado “Bairro Privado Josué, Profeta de Israel”, em terras afetadas pelos incêndios florestais no início deste ano.

O relatório detalha uma operação logística e financeira de grande escala: moradia, alimentação, assistência médica, colocação profissional e distribuição por província. Enquanto isso, circulam planos para um megacondomínio na Patagônia, cuja aprovação teria sido acelerada após os incêndios que devastaram milhares de hectares em dezembro de 2025.

🤔 Origem e disseminação: documento oficial ou desinformação?

Nenhum veículo de mídia argentino de renome confirmou a autenticidade do relatório ou do projeto de desenvolvimento urbano. Não houve declarações oficiais da Casa Rosada ou dos ministérios envolvidos, apesar do alvoroço político e midiático gerado pela notícia.

A falta de apoio de fontes governamentais contrasta fortemente com a disseminação viral do rumor nas redes sociais, onde foi alimentado por perfis próximos ao kirchnerismo e à esquerda, que veem essa suposta política como uma continuação da aliança ideológica de Milei com o governo de Benjamin Netanyahu.

Revista Pacto

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