
‘Projeto fascista’
Em agosto de 2025, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, endossou em público o projeto do Grande Israel, sonhado por anos pela extrema direita do país para ampliar as fronteiras de Israel por sobre a Palestina e parte dos territórios dos vizinhos Síria, Jordânia e Líbano. Analistas dizem que as múltiplas guerras nas quais Tel Aviv se envolve no momento são parte da execução deste plano.
“Israel ser a potência dominante cercada por estados falidos é estratégia. […] Desde 2023, o país fez guerras no Egito, Síria, Líbano, Irã, Iêmen…anexou territórios do Líbano e da Síria e avança na anexação de Gaza e da Cisjordânia”, diz Bruno Huberman, professor de relações internacionais da PUC/SP.
Huberman ressalta que a guerra é bastante popular em Israel, que, assim como o Irã, vê o conflito como uma “questão existencial”. Uma pesquisa publicada em 27 de março pelo The Times of Israel indica que 78% da população israelense apoia a continuidade da guerra.
Segundo o professor, Israel tem como objetivo derrotar de forma definitiva o Irã e, “como Trump colocou, devolver o país para a Idade da Pedra”. Ele analisa que “da mesma forma que os iranianos, os israelenses mostram resiliência. Há um entendimento muito claro na sociedade israelense de que essa guerra é definitiva e fundamental para sua sobrevivência”.
Huberman explica que a doutrina de segurança israelense não entende como perigo apenas as ameaças confirmadas, mas também as potenciais. Por isso, Israel considera legítimo destruir a capacidade de seus vizinhos de atingi-lo, mesmo que não exista indicação de que pretendam fazê-lo.
“A estratégia israelense é assegurar que o país continue sendo a única potência nuclear na região […]. É um governo que tem o projeto fascista de guerra permanente, assim como foi o nazista”, afirma o professor.
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