Nas redes sociais, lideranças e usuários acusam a deputada de tentar criminalizar críticas a Israel. O projeto usa definição da IHRA como base conceitual

Tabata Amaral (Foto: ViniLoures/Câmara)

30 de março de 2026, 16:22 hAtualizado em 30 de março de 2026, 16:48 h

247 – O Projeto de Lei nº 1.424, de 2026, apresentado pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que define o conceito de antissemitismo com base nos critérios estabelecidos pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), desencadeou uma avalanche de reações negativas nas redes sociais. Lideranças contrárias à proposta denunciam que o texto abre caminho para a criminalização de críticas ao Estado de Israel — país denunciado pela África do Sul pelo crime de genocídio contra palestinos na Faixa de Gaza, no final de 2023.

Segundo o 247, o nome de Tabata Amaral tornou-se um dos assuntos mais comentados no X, antiga plataforma Twitter, à medida que perfis e figuras públicas se mobilizaram contra a iniciativa legislativa. As críticas concentraram-se na alegação de que o projeto, ao adotar a definição da IHRA, poderia ser instrumentalizado para silenciar vozes que se opõem às ações militares israelenses nos territórios palestinos.