Depois de ler no instagram ( @ledio.carmona) a sua comovente reflexão sobre a imprensa esportiva, que mexeu com os brios de velhos e novos colegas de profissão, lamento, antes de qualquer coisa, que não tenhamos trabalhado juntos. Teria sido um imenso prazer.

Devo ser o mais velho profissional em atividade – serei octagenário em outubro —, e estou na estrada desde 1963 (comecei aos 16 no velho JB), portanto, há 63 anos.

O que o levou a desabafar me incomoda faz muito tempo e talvez por isso e por certo cansaço não saio mais por aí como um aprendiz de Don Quixote lutando contra os moinhos de ventos dos “ debates e discussões sem fim”.

Sigo o meu trabalho, tenho muitas contas a pagar, principalmente o plano de saúde com valores estratosféricos. E toco o barco de uma forma mais reservada possível, evitando polêmicas desnecessárias.

O motivo deste curto texto é pra dizer que não concordo quando diz que ninguém quer ler ou saber o que pensa. Pelo contrário, você é necessário, tem uma legião de fãs, do qual faço parte, e que se diverte e aprende com suas opiniões e intervenções.

O jornalismo esportivo, ou o que resta dele, precisa de gente como você!

Os tempos estão sombrios na profissão, sim, e não porque as vezes falamos de assuntos fora do esporte nos programas esportivos. Como se calar diante das guerras, das mortes de crianças em Gaza, da perseguição desenfreada aos imigrantes, do feminicício, do racismo…?

O que nos leva aos tempos sombrios no jornalismo esportivo são o rancor, o ódio, a ignorância, a falta de bom senso e boas referências, as fakes news perversas que circulam pelas redes sociais.

Leve um forte abraço deste cara que sofre também por parte de alguns a pecha de ranzinza, rabugento e ultrapassado, mas que não abre mão de se indignar, assim como você.

Siga em frente, Dom Carlo! Tamojunto!

Ultrajano

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