E QUEM FORAM OS CRIADORES DO ESTADO FALHADO?


Durante o governo Lula 3, a criminalidade organizada está saliente e atuante em praticamente todo o território nacional. Mas está sendo devidamente combatida e exterminada, na medida do possível.
O tema da segurança pública será muito debatido durante a campanha eleitoral. Lula e os candidatos do bloco popular nos estados devem trazer o tema ao debate. É preciso esclarecer tudo isso e mostrar quem foram os (ir)responsáveis que estimularam o crime organizado no País inteiro.
Como se observa na atual conjuntura, a mídia corporativa (TV Globo etc.) está jogando o tema no colo de Lula. É revoltante!
O power-point canalha do Dallagnol foi atualizado, agora com personagens novos, mas Lula continua como o grande estimulador das bandalheiras. Isso é revoltante – repito – e precisa de respostas duras de nossa parte.
O crime se aprimorou e se tornou orgânico no Brasil. Saiu do modo Newton, avançou no modo Einstein e agora se encontra no modo digital-quântico.
Esse fenômeno perigoso não ocorreu de forma espontânea. Ao contrário, foi um fenômeno pensado, estimulado e incentivado por agentes públicos.
O Estado, segundo Max Weber, é o detentor único e intransferível do “monopólio da violência legítima”.
Ora, durante o quadriênio da extrema direita, o Estado abriu mão deste direito em favor do crime horizontal, livre e disseminado em todo o País.
Cabe agora, portanto, responsabilizar as antigas autoridades federais (e estaduais) da extrema direita que negligenciaram e prevaricaram no quesito segurança pública nacional, facilitando a vida do crime organizado nas suas diferentes esferas de atuação.
Trata-se de responsabilização penal, quer dizer: o dever jurídico de responder pela ação delituosa que recai sobre o agente público.
O famoso gesto de Bolsonaro que simula uma arma de fogo com o dedo indicador e o polegar em riste, trata da materialização simbólica (mas efetiva) da divulgação de um imaginário estimulante do crime e da violência horizontal como ideal a ser seguido por todos.
Para o ex-presidente, o tipo ideal weberiano é o sujeito armado, preparado para promover qualquer violência, que vai do crime cibernético ao feminicídio mais covarde, passando por crime ambiental, queimadas, grilagem de terras públicas, pesca ilegal, mineração criminosa, tráfico de armas e entorpecentes, milícia urbana, negligência com a Saúde pública, desmantelamento do SUS, desmantelamento do aparelho de Estado, sobretudo das polícias federais e orgãos ambientais, etc.
Podemos afirmar, hoje, com grande segurança teórica que a extrema direita no poder logrou alcançar aquilo que se chama na Ciência Política de Estado falido ou Estado falhado.
Tal situação designa um país no qual o governo é ineficaz e não mantém de fato o controle sobre o território, o que resultaria em altas taxas de criminalidade, corrupção extrema, um extenso mercado informal, poder judiciário ineficaz, interferência militar na política, além da presença de grupos armados paramilitares ou organizações controlando de fato parte do território.
Sem jamais esquecer que o golpe bancário do caso Master/Vorcaro se gestou e criou raízes exatamente durante o governo Bolsonaro, estimulado pela omissão do Banco Central (independente?) dirigido pelo bolsonarista Campos Neto.
E tem mais: no Norte do Brasil, territórios indígenas eram ocupados por gangues mineradoras que exploravam a extração ilegal de ouro, não sem antes poluir rios e florestas de mercúrio carcinogênico.
O governo federal daquele período (2019-2022) pode e deve ser responsabilizado pela negligência programada que abandonou a vigilância em vastos territórios do País, facilitando e estimulando o crime organizado livre e impune.
Assim, para além dos processos judiciais que abordam o tema da tentativa de golpe de Estado no período do segundo semestre de 2022 e início de 2023, é necessário avançar mais e mais: imputar responsabilidade penal agregada e solidária aos agentes da extrema direita pela coleção de crimes acima mencionados.
Esse vasto e complexo tema deve ser tratado e debatido neste ano eleitoral. Esquecer tudo isso, é como compactuar com a extrema direita que hoje volta com outro Bolsonaro.
A nossa memória é a nossa arma contra a volta do fascismo.
O Estado fracassado foi uma obra de criminosos plenamente identificados, e que devem pagar por bandalheiras em todas as áreas da vida social. Só na área da Saúde Pública, tivemos 730 mil óbitos que devem ser debitados na conta dessa gentalha criminosa.
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Em Tempo: já tivemos a fatídica Lava Jato, certo?
Hoje, a Globo ensaia algo naquele estilo, mas deve se chamar Lava Rato, já que busca isentar e santificar os roedores de sempre.
