“Quem controla esses recursos controla tecnologia, defesa, transição energética e, finalmente, soberania”, destaca Lula – Foto: Divulgação

Brasil não será quintal tecnológico de ninguém. Quem quiser acesso às terras raras brasileiras vai ter que aceitar novas regras. De fornecedor barato ao controle tecnológico, defesa, transição energética e soberania

Por iRedação, com informações de Redes Sociais – Edição: Artur Hugen
Publicado em 03/02/2026 18:37

(Brasília-DF, 03/02/2026) Muita gente finge não ver o que o presidente do Brasil já entendeu. A riqueza das Terras Raras. Não se trata só de minério, mas de poder:  Quem controla esses recursos controla tecnologia, defesa, transição energética e, finalmente, soberania.

Quando Lula diz que “não faz sentido exportar matéria-prima bruta para depois comprar o produto acabado a preço de ouro, ele não está fazendo discurso ideológico. Está cortando, logo de início, o ciclo clássico de exploração que sempre manteve países ricos com recursos de países, eternamente pobres em decisão”.

A verdade incômoda é que o Brasil dispõe da segunda maior reserva de terras raras do planeta (17 elementos) e só perde para a China que ocupa a primeira posição. Isso, obviamente, desperta um apetite silencioso. Não é coincidência que Estados Unidos, União Europeia e China falem tanto em “parcerias”, “cooperação” e “investimentos”.

No dicionário da geopolítica, essas palavras, muitas vezes, significam acesso barato, controle indireto e dependência prolongada. Quando Lula “trava esse jogo e diz que só negocia se houver industrialização, transferência de tecnologia e geração de riqueza interna, ele não está sendo difícil. Está sendo perigoso para quem sempre levou vantagem”.

A parte que quase ninguém fala abertamente não é o conflito ambiental, é estratégico. O discurso verde “serve como vitrine, mas o que está em disputa é quem vai dominar baterias, chips, motores elétricos, armamentos e inteligência artificial nos próximos trinta anos. Lula sabe disso. Ele não fecha portas, mas também não se ajoelha”. Ele, “senta à mesa sabendo exatamente o valor do que tem na mão, algo que incomoda potências acostumadas a negociar com países desesperados, não com países conscientes”.

O que Luiz Inácio Lula da Silva está dizendo “é simples e explosivo ao mesmo tempo. “O Brasil não será quintal tecnológico de ninguém. Quem quiser acesso às terras raras brasileiras vai ter que aceitar uma nova regra do jogo, onde o país deixa de ser fornecedor barato e passa a ser ator central”, esclarece. É por isso que esse tema esquenta tanto. “Não é sobre minério. É sobre quem vai mandar no futuro”, conclui.

(Da Redação, com informações de Redes Sociais – Edição: Artur Hugen)

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