Xi Jinping foi direto ao falar com Lula: a China vai apoiar o Brasil e o Sul Global em tempos turbulentos e vai atuar junto para preservar o papel da ONU. Isso não é frase bonita para foto. É recado geopolítico. É posicionamento. É escolha de lado no tabuleiro global.

Lula não aparece aí como figurante. Aparece como articulador. Como líder que entende que o século XXI não aceita mais decisões impostas por um único país. Ao criticar ações dos Estados Unidos e defender uma governança internacional mais equilibrada, Lula se coloca exatamente onde poucos líderes do Sul Global conseguem chegar: na mesa onde as regras estão sendo discutidas, não apenas obedecidas.

Esse apoio de Xi Jinping não surge do nada. Ele vem porque o Brasil voltou a ter política externa, voltou a dialogar com o mundo inteiro e voltou a falar em soberania sem gritar, sem bravata, mas com estratégia. Lula entende que o futuro não é submissão, é articulação. Não é isolamento, é equilíbrio.

Gostem ou não, o Brasil voltou a ser relevante. E quando o presidente da China afirma que Lula está “do lado certo da história”, isso diz muito mais sobre o momento global do que sobre ideologia.

A pergunta que fica é simples e incômoda: o Brasil deveria continuar ajoelhado a uma única potência ou assumir, de vez, o papel de protagonista que esse novo mundo exige?

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