RECURSOS INTERNACIONAIS
ELEIÇÕES 2026

Uma coluna publicada pela Agência Pública (Agência Pública) levanta suspeitas sobre a suposta participação de uma rede de financiadores de extrema direita dos Estados Unidos na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. As acusações iniciais apontam para o Rockbridge Network, grupo cofundado pelo vice-presidente estadunidense J. D. Vance, que teria interesse em estruturar um mercado voltado a tecnologias de inteligência artificial, data centers e exploração de terras raras no Brasil. Investigações do site Amado Mundo reforçaram parte das suspeitas ao identificar que Pedro Sang, apontado como integrante da rede estrangeira, atua na infraestrutura do comitê de campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo. Especialistas em direito eleitoral consultados ressaltam que o recebimento de recursos, bens ou serviços de origem internacional por campanhas é expressamente proibido pela legislação brasileira e pode resultar em graves punições, incluindo a cassação do registro ou do mandato e a inelegibilidade dos envolvidos. Além disso, a apuração revelou um documento estratégico elaborado por aliados que propõe parcerias diretas com os EUA para a exploração de minerais críticos, alinhando-se a discursos recentes do candidato. Embora ainda não existam provas concretas de transferências financeiras diretas para o comitê, o caso intensifica os debates sobre os riscos de interferência estrangeira no processo eleitoral de 2026.
