
Presidente foi recebido por multidão no Centro Histórico
Foto : Fabiano do Amaral
ELEIÇÕES 2026
Com guarda-chuvas, capas e cartazes, apoiadores acompanham ato político em Porto Alegre
11/09/2026 | 19:34 Atualizado 22:32
Luana Pazutti
“É Lula lá, e Brizola aqui” é o lema que embalou a espera do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comício em Porto Alegre, na tarde desta sexta-feira (11). O evento, que ocorreu no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico, reuniu lideranças partidárias, militantes e apoiadores. E, com críticas à direita, majoritária defende unidade e soberania nacional.
A candidata ao Senado Manuela D’Ávila (PSol) abriu os discursos da majoritária. Em sua cidade natal, a postulante elencou tarefas para o mandato, caso seja eleita. Entre elas, a defesa do fim da escala 6×1, o combate à violência de gênero e a proibição das bets.
“O senhor precisa de reforços para nós votarmos o fim da escala 6×1. Precisa de reforços para que nós paremos de enterrar as nossas mulheres e possamos viver um tempo em que as mulheres e os homens se respeitem. Precisa de reforços no Senado para abrir um tempo em que a jogatina que tem destruído as famílias e prejudicado a nossa economia seja proibida”, afirmou.
A candidata ainda reforçou a importância do voto. “Que a gente não deixe aquele amigo ou aquela amiga achar que o voto é desimportante.”
Com críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a presidência da República, o também candidato ao Senado Paulo Pimenta (PT) defendeu a soberania nacional.
“Aqui tem um povo que não abaixa a cabeça. E nós vamos vencer essa eleição para derrotar a mentira”, disse. “Nós somos um país rico. Nós temos petróleo, terras raras, minerais críticos, mas o Brasil é dos brasileiros. Aqui não tem bandeira dos Estados Unidos.”
O candidato a vice-governador Edegar Pretto (PT), por sua vez, celebrou a aliança entre os partidos e defendeu a chapa como alternativa para a retomada do protagonismo gaúcho.
“Eu tenho imensa honra de estar caminhando ao lado de Juliana Brizola, a próxima governadora do Rio Grande do Sul”, afirmou.
O postulante, ainda comentou o papel do governo federal durante as inundações que atingiram o Estado, elencou a interferência internacional como desafio para o pleito.
“Essa será a eleição que, possivelmente, terá a maior intervenção internacional. Nós vamos derrotar os traidores da pátria, que não vão governar esse estado”, disse.
A luta contra o ‘imperialismo’
“Esse aqui é o lado da democracia, do Estado Democrático de Direito”, afirmou Juliana Brizola, ao relembrar a trajetória da coligação. “Nós somos oito partidos diferentes. Não pensamos igual, mas resolvemos botar as nossas diferenças de lado para resgatar o Rio Grande do Sul.”
Com um discurso marcado por referências ao avô Leonel Brizola, a candidata ao governo do Estado agradeceu o presidente e reforçou o papel da coligação para a “luta contra o imperialismo”.
No palco, ela ainda prometeu acabar os feminicídios no Estado. “Esse vai ser um compromisso meu. Eu não vou terceirizar para ninguém. Eu vou resolver a proteção das nossas mulheres e das nossas crianças.”
No aguardo do discurso do presidenciável, a primeira-dama Janja Lula da Silva também subiu ao palco para defender a representação feminina na política.
Em sua fala, além de defender a reeleição de Lula, ela pediu que os eleitores escolham candidatas mulheres. “Quando uma mulher chega a um espaço de poder, ela abre uma porta. Quando muitas mulheres chegam nós começamos a mudar a política”, concluiu.
Militância lota o Largo Glênio Peres mesmo com chuva
A chuva não foi suficiente para dispersar a multidão de vermelho e amarelo, que aguarda – com guarda-chuvas e capas de plástico – a chegada do presidente. O clima é de festa, com cartazes, bandeiras, flâmulas e músicas. A chegada de Lula está marcada para às 19h30min, após uma contagem regressiva de 13 minutos no telão.
Enquanto o povo aguarda a majoritária, outros representantes da aliança discursaram. No Rio Grande do Sul, a coligação é composta por PDT, PT, PSOL, PCdoB, PSB, PV, REDE e Avante.
O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) gaúcho, Valdeci Oliveira, reforçou a importância da união entre a esquerda e a centro-esquerda nas eleições.
“Votar no Lula é a garantia da soberania, da democracia, das políticas inclusivas. Votar, aqui no Rio Grande do Sul, na Juliana e no Edegar, é a garantia da retomada de um governo democrático e popular”, afirmou.
O presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Estado, Romildo Bolzan, também celebrou a aliança entre os partidos. “O trabalhismo está de pé com Lula, Juliana, Pimenta, Manuela e todos aqueles que estão na nossa luta.”
Discursaram ainda a deputada federal Fernanda Melchionna, representando o PSol; o ex-deputado federal e coordenador de campanha de Brizola, Vieira da Cunha (PDT); o senador Paulo Paim (PT); os ex-governadores do Estado Tarso Genro (PT) e Olívio Dutra (PT).
