Durante a cúpula do Brics na Índia, o presidente russo Vladimir Putin escancarou o que o Sul Global já sente na pele: o desespero do Ocidente para segurar uma hegemonia que escorre pelos dedos.

Quando as regras do jogo global deixam de favorecer os impérios tradicionais, a resposta não é a inovação ou a diplomacia, mas o cerco. Putin foi cirúrgico ao apontar que os concorrentes ocidentais estão recorrendo a métodos inaceitáveis — como a destruição de gasodutos, sabotagem de infraestruturas críticas e a apreensão arbitrária de embarcações — para tentar travar a ascensão multipolar.

Quem ganha com essa postura? Ninguém além do caos unilateral que tenta sufocar a soberania energética e comercial de nações independentes. Quem perde é a própria estabilidade global, sacrificada no altar do medo ocidental de perder o controle das rotas de comércio, da moeda e das decisões planetárias.

Moz na Diáspora

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