
O Instituto Iter, entidade privada de ensino fundada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, acumulou cerca de R$ 10,8 milhões em 55 contratos celebrados com órgãos públicos. Desses, 54 foram realizados sem licitação. As informações foram reveladas por reportagem da revista Fórum.
Os serviços contratados por prefeituras, governos estaduais, tribunais de contas e órgãos judiciais envolvem capacitação, treinamentos, cursos de oratória, MBAs e palestras para servidores públicos. A lei autoriza a contratação direta por inexigibilidade para a capacitação de pessoal e contratação de notório especialista. Legalmente, a dispensa ou inexigibilidade não configura irregularidade automática, mas a alta concentração e recorrência do modelo sob uso de verba pública gerou questionamentos de órgãos de imprensa e controle.
Os negócios envolvem mais de 14 estados nas três esferas governamentais: municípios, estados e União. Após a repercussão das reportagens, o ministro André Mendonça anunciou o seu desligamento da sociedade do Instituto Iter. Pelo arranjo divulgado, ele cedeu suas cotas para transformar a instituição em uma entidade sem fins lucrativos e passará a atuar apenas como professor.
Na quarta-feira, reportagem do ICL Notícias mostrou que Mendonça recebeu o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em março de 2025, na sede do instituto em São Paulo.
Antonio Augusto/STF
Vergonha, abriu um instituto para faturar alto em contratos junto o governo de S. Paulo. Tudo do seu grupo político, Tarcísio e o prefeito de São Paulo.
