
Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Celso de Mello, Ellen Gracie, Nelson Jobim e outros oito ex-ministros enviaram uma carta a Edson Fachin.
Chamaram o momento atual de “a mais aguda crise” da história do STF.
E pediram o óbvio que Brasília vinha conseguindo transformar em excentricidade: plenário aberto, apuração imediata e rigorosa, devido processo legal.
A carta tem uma elegância devastadora: não cita Alexandre de Moraes, não cita André Mendonça, não absolve ninguém, não condena ninguém, recusa a torcida e cobra instituição – é exatamente por isso que pesa tanto.
Enquanto ministros trocam acusações, Polícia Federal contesta ordens, PGR questiona procedimentos e candidatos presidenciais transformam o Supremo em cabo eleitoral, treze pessoas que já ocuparam aquelas cadeiras lembram que crise institucional não se resolve em telefonema, jantar reservado ou guerra de assessoria.
Resolve-se sob luz forte, documento na mesa, prova periciada, contraditório e voto público.
Fachin agora tem diante de si uma escolha histórica: pode tentar administrar a fumaça nos corredores ou abrir as janelas do plenário.
Treze ex-ministros já disseram qual caminho preserva a Corte. Quando até os fantasmas do Supremo começam a pedir transparência, talvez seja hora de os vivos escutarem.
– Julio Benchimol Pinto
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Dante Mattiussi