
As pessoas estão perdendo a noção de tudo.
Desde domingo, aqui no FB vi muitos papais faceiros se autocongratulando pela própria paternidade.
E muitos desses papis são parlamentares conhecidos, quer dizer, usam a data comercial para adornar a própria vaidade e pescar votos de eleitores sonsos.
Ora, não compete ao pai essa saudação positiva. Compete, sim, aos filhos. E se os filhos entenderem que papai é batuta ou se papai é filho da Guta.
Isso é elementar na vida social. Elementar. E os caras perdem a noção do elementar.
Mas tem gente que habita a bolha da auto-idolatria ou o círculo de giz da vaidade – como vocês quiserem.
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A propósito, papais vaidosos: vocês sabiam que o dia dos papis foi oficializado pelo escroque Nixon?
A comemoração se originou nos USA, em 1910, partida da ideia de Sonora Louise Smart Dodd, entretanto, apenas foi oficializada pelo presidente estadunidense Richard “I am not a crook” Nixon (foto), em 1972 (com auxílio do Wikipedia.)
A paternidade, na origem, é um fato eminentemente biológico, e a paternidade responsável envolve também a mulher-mãe (não necessariamente mãe biológica).
O dia dos pais é comemorado em apenas treze países.
A rigor, é apenas mais uma data para incentivar o consumo das mercadorias e o faturamento comercial dos varejos.
O mundo da publicidade (e seus profissionais do engano) é que glamourizam a data com mensagens tão piegas quanto cabotinas.

Cristovão Feil