Enquanto a diplomacia do Norte Global tenta isolar Moscou e impor barreiras sufocantes ao Sul Global, a realidade material dos fatos mostra exatamente o oposto nas trincheiras da soberania estratégica. Durante a 59ª Reunião de Ministros das Relações Exteriores da ASEAN, em Manila, o chanceler russo Sergey Lavrov e o ministro brasileiro Mauro Vieira alinharam acordos de peso que aprofundam a cooperação bilateral em áreas vitais como energia nuclear, minerais críticos e terras raras.

O ponto nevrálgico dessa parceria reside na consolidação da presença da russa Rosatom no Brasil. Após vencer uma licitação pública em 2025 para enriquecer o urânio extraído em Caetité, na Bahia, a gigante tecnológica firmou um contrato ampliado em junho de 2026 que garante um aumento de 25% no volume de urânio processado para o país. Além disso, as negociações avançam para a construção de novas unidades de energia nuclear, incluindo estudos avançados para a implantação de uma usina nuclear flutuante de pequeno porte projetada pela Rússia.

Enquanto Washington e Bruxelas tentam criminalizar qualquer transação fora de seus eixos de controle, o Brasil demonstra independência ao negociar combustíveis, petróleo e tecnologia de ponta com Moscou. A pergunta que não quer calar e que divide opiniões nas redes é: até quando o Ocidente vai tentar punir países soberanos que decidem diversificar parcerias e garantir seu próprio desenvolvimento energético?

Via globalizando

TaMara Baranov

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